Se a sua estratégia de IA começa procurando onde colocar IA, ela provavelmente já começou errada.
Essa reflexão surgiu depois de ler uma publicação da Isabela Chitolina 🏳️🌈 (https://lnkd.in/gkAyrZVf), que me fez pensar sobre como estamos escolhendo os problemas que realmente precisam dessa tecnologia.
Com o avanço da IA, muitas organizações inverteram a ordem das perguntas.
Em vez de perguntar “qual problema precisamos resolver?”, perguntam:
“Onde podemos usar IA?”
O resultado pode ser uma solução sofisticada, cara e difícil de manter para uma dor que poderia ser resolvida com uma regra, uma automação simples, uma melhoria de processo ou uma informação mais clara.
Antes de escolher IA, vale considerar:
1) Podemos eliminar essa etapa?
2) Podemos resolver a dor melhorando o processo ou a experiência?
3) Uma regra de negócio ou automação convencional seria suficiente?
4) O problema realmente exige interpretação, adaptação, contexto ou tratamento de informações não estruturadas?
Uma regra prática:
- Se as regras são claras e a mesma entrada deve produzir sempre a mesma saída, provavelmente um caminho determinístico será mais simples e confiável.
- Se existe ambiguidade, variedade de contextos, linguagem natural ou necessidade de julgamento, a IA pode ser uma boa escolha.
A solução mais moderna não é necessariamente a que gera mais valor.
A melhor solução costuma ser a menos complexa capaz de resolver a dor do cliente com qualidade, segurança e sustentabilidade.
Estratégia
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